COMO TER A CERTEZA DE QUE NUNCA, NA SUA VIDA, VOCÊ IRÁ ENCONTRAR SUA PAIXÃO.

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Alguma vez alguém lhe pediu informações e você ficou muito envergonhado para admitir que você não sabia? De fato, o que você tentou dizer a eles apesar disso? Somente para se safar? “ Hummm, eu acho que é por esse caminho.”
Isto é o que a maioria dos conselhos sobre carreira se parecem, por esses dias. Ninguém tem uma pista, então todos seguem com suas melhores hipóteses – o que é a melhor hipótese de alguém, também.

Consequentemente, nós vivemos num mundo de millenials deprimidos, que está permeado por duas ideias:
1 – Somente quando você encontrar a sua paixão, você poderá se tornar realmente bom no que você faz.
2 – Esta paixão irá magicamente levá-lo através de anos de trabalho árduo, porque de repente, todos os dias serão divertidos.

Se você fica feliz em colocar sua vida na mão dos destino, então você pode parar de ler agora mesmo.

Ou você pode jogar  essas duas ideias na sua cabeça.

Ideia 1 – A paixão vem de ser bom no que você faz, não ao contrário.

A palavra “paixão” em combinação com conselho sobre carreira, somente apareceu nos anos noventa, quando “seguir a sua paixão” tornou-se  o mantra dos gurus de aconselhamento de carreira.
No início dos anos 2000, os autores pararam de se preocupar em explicar essa  ideia e por que isso era bom, apenas assumindo que você já estava familiarizado com ela e tendo aceitado como sendo a coisa certa a fazer.

Isso levou uma geração inteira, precisamente nossa geração, os Millenials, a desesperadamente tentar descobrir qual seria nossa paixão e, assim, escolher a nossa carreira de acordo com ela. Como resultado agora apenas um terço da força de trabalho americana está comprometida com o trabalho.

Paixão primeiro, uma grande carreira depois, foi isso que aprendemos.

Em 2012, Cal Newport dedicou um livro inteiro a desacreditar esse mito chamado ” Tão bom que eles não podem te ignorar.”
Ele argumenta que a paixão é lentamente construída ao longo do tempo, enquanto você fica melhor e melhor em seu ofício – não sendo um traço predisposto de caráter  que você pode aproveitar para construir uma carreira perfeita.

Você não encontra a paixão. Você a constrói.

É seu trabalho escolher a sua paixão. Não existe uma paixão reservada para você em algum lugar. Você não pode simplesmente ir a algum lugar, pegá-la como um pacote numa prateleira, esperando para ser entregue ao proprietário certo.
Um dos principais argumentos em que ele baseia seu caso é que a paixão está altamente correlacionada com a motivação, que por sua vez se baseia em três componentes (de acordo com o livro de Daniel Pink Drive):
– autonomia
– competência
– afinidade

Ter um grande nível de controle sobre seu trabalho, sentindo que você sabe o que está fazendo e trabalhando com pessoas bem intencionadas a fazer diferença em suas vidas, o resultado disso, adivinhe, é ser bom no que você faz.
Então, ao invés de preocupar-se sobre qual é sua paixão e tentar alinhar a sua carreira a ela, você pode escolher uma das muitas coisas que lhe interessa, dedicar-se realmente a ela e, desta forma, enquanto você fica melhor e melhor, lentamente você constrói uma grande paixão por isso.

E se você não procurar a sua paixão? E se você a escolher?

Ideia 2 – Para ser bom no que você faz você precisa atravessar “O Declive”,  que é onde você, provavelmente, irá desistir.

Quando você começa a aprender algo novo, o excitamento e a motivação estão altos. Tem muita coisa fácil para aprender, as pessoas lhe encorajam, suas habilidades combinam com o desafio e você está realmente evoluindo.
Mas, logo em poucas semanas, progredir começa a ficar mais difícil.

Você passou de iniciante a intermediário e você tem um melhor entendimento no tema do que a maior parte de seus amigos. Não sobrou nenhuma coisa fácil para aprender, então, para continuar, você precisa praticar nas coisas que são difíceis e desconfortáveis.

Você coloca um pouco mais de esforço, mas você vê menos e menos resultados o que, obviamente, fere a sua motivação para continuar a empreender esforços – e você realmente quer desistir.

Bem vindo ao “Declive”.

Em 2017 , Seth Godin publicou seu livreto, que pretendia nos ensinar quando desistir e quando persistir nas coisas.

A razão pela qual você parece perder a sua curiosidade, motivação e resultados, todos de uma vez, não é especial. Não é por que você é ruim. É porque você chegou a uma zona onde fica mais difícil – a zona que separa os extraordinários dos comuns.

Você alcançou a linha onde a maioria das pessoas vai voltar, se contentar e ter conforto em que há outra coisa que eles podem começar a aprender.

Se o meio para se tornar apaixonado é se tornar realmente bom no que você faz, e o Declive é o que separa você de ser medíocre de ser grande em alguma coisa, então, no outro lado do Declive a paixão está esperando.
Então, uma vez que você seleciona uma habilidade que você quer desenvolver, prepare-se para o que está por vir. Esteja totalmente atento ao Declive no qual você está pestes a entrar, e saiba que está cheio de coisas boas esperando por você do outro lado.

E se você não esperou pelo trabalho começar a ser divertido? E se você trabalhou a até ele se tornar?

Acha que é inteligente? Atinja o coração!

 

Fonte: Niklas Goeke